
No site da ANTS (France Titres), cada conta é individual e vinculada a uma única identidade. A plataforma não prevê a criação de um perfil em nome de um terceiro utilizando suas próprias credenciais. No entanto, a lei permite que um particular realize procedimentos administrativos em nome de outra pessoa, desde que respeite um quadro preciso baseado no mandato ou procuração.
Mandato e procuração ANTS: o que diz o quadro legal
O mecanismo baseia-se na representação civil. Um mandatário (a pessoa que age) utiliza sua própria conta ANTS para realizar um procedimento em benefício de um mandante (a pessoa afetada pelo título). O mandante não confia, portanto, seu endereço de e-mail nem sua senha: ele assina um documento de procuração que autoriza o mandatário a agir em seu nome.
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Concretamente, o mandatário se conecta ao seu espaço pessoal em ants.gouv.fr e seleciona a opção “para outra pessoa” no momento de iniciar o procedimento. O formulário solicita então as informações de identidade do mandante, bem como uma cópia do mandato assinado. Este documento deve mencionar a identidade completa das duas partes, a natureza exata do procedimento delegado e a assinatura manuscrita ou eletrônica do mandante.
Várias prefeituras, incluindo a do Alto Reno, lembram que todo cidadão francês autenticado pode realizar o procedimento para um terceiro, desde que forneça este mandato. O procedimento é o mesmo para um certificado de registro, uma carteira de motorista ou um pedido relacionado a um certificado de matrícula. Antes de começar, é útil saber como criar uma conta ANTS para outra pessoa dentro das regras, pois o menor erro no mandato pode bloquear o processo.
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Conta individual ou profissional habilitada: duas lógicas distintas
Uma confusão frequente consiste em pensar que é necessário abrir uma segunda conta ANTS em nome do familiar. A plataforma proíbe isso: uma conta corresponde a uma única pessoa física ou jurídica. Se você criar uma conta com o endereço de e-mail de um terceiro e suas próprias informações (ou vice-versa), corre o risco de ter o processo rejeitado, ou até mesmo ser suspeito de usurpação de identidade.
Para as empresas, a lógica é diferente. Uma conta ANTS “pro” pode ser aberta pelo representante legal ou um funcionário designado, via ProConnect e o número SIRET da estrutura. Esta conta permite gerenciar os procedimentos de registro da frota de veículos da empresa. Não se trata de uma conta “para um familiar” no sentido de um particular, mas de uma delegação regulamentada pelo direito das sociedades.
O caso dos profissionais do automóvel
Os profissionais habilitados pelo Ministério do Interior (concessionárias, oficinas autorizadas, prestadores de serviços online) têm acesso específico ao Sistema de Immatriculação de Veículos. Passar por um deles para um certificado de registro ou uma mudança de titular não requer um mandato no sentido ANTS, pois sua habilitação prefectoral vale como autorização para tratar o processo. Esta opção é frequentemente mais rápida para pessoas que não se sentem à vontade com o digital.
Conexão FranceConnect e armadilhas técnicas a evitar
Desde a reformulação do portal France Titres, vários modos de conexão coexistem: a conta ANTS clássica (identificação e senha recebidas por e-mail), FranceConnect e FranceIdentité. Cada modo está ligado à identidade digital do usuário. Quando você ajuda um familiar, deve se conectar com suas próprias credenciais, não com as dele.
A seguir, os erros mais frequentes que levam ao bloqueio do processo:
- Usar o endereço de e-mail do mandante para criar uma conta em nome do mandatário. O link de ativação, válido por um período limitado, chega então a uma caixa de e-mail à qual o mandatário nem sempre tem acesso, o que atrasa a validação.
- Esquecer de marcar a opção “procedimento para um terceiro” e preencher o formulário como se o pedido dissesse respeito ao titular da conta. A administração rejeitará o processo em caso de incoerência entre a identidade da conta e a do verdadeiro solicitante.
- Não anexar o mandato assinado ou fornecer um documento incompleto (falta do número do documento de identidade do mandante, assinatura ausente). O processo então passa para o status “documento faltante” e o prazo de tratamento se estende por várias semanas.
Uma conta ANTS inativa por doze meses é automaticamente excluída. Se seu familiar já tinha uma conta, mas não a utilizou há muito tempo, será necessário recriá-la, o que não representa nenhum problema, desde que as informações correspondam à sua identidade real.

Procedimento de certificado de registro para um terceiro: o dossiê a ser constituído
O pedido de certificado de matrícula para um veículo é o procedimento mais comum realizado via um mandato ANTS. O dossiê digital a ser enviado inclui documentos específicos além do próprio mandato.
- Uma cópia frente e verso do documento de identidade do mandante (carteira de identidade nacional ou passaporte válido)
- Uma cópia do documento de identidade do mandatário
- O mandato assinado, datado e mencionando o procedimento específico (mudança de titular, nova matrícula, duplicata)
- Os comprovantes habituais do procedimento: antigo certificado de matrícula rasurado, controle técnico válido para um veículo usado, comprovante de residência do mandante
O mandato deve especificar o procedimento exato, não apenas “todos os procedimentos administrativos”. Uma formulação muito ampla pode ser recusada pelo agente instrutor. Os retornos de campo divergem sobre este ponto: algumas prefeituras aceitam um mandato genérico, outras exigem um documento focado na operação solicitada. Redigir um mandato específico continua sendo a precaução mais confiável.
Prazos de tratamento e acompanhamento do dossiê
Uma vez que o dossiê é submetido online, o mandatário pode acompanhar o progresso a partir de seu próprio espaço ANTS. As notificações (validação, solicitação de documento complementar, envio do título) chegam ao endereço de e-mail da conta utilizada, portanto, à do mandatário. Lembre-se de transmitir essas informações ao mandante para que ele esteja ciente do estado de progresso.
A procedimento não tem nada de excepcional do ponto de vista jurídico. Ajudar um parente idoso, um cônjuge pouco familiarizado com o digital ou um amigo no exterior faz parte dos usos previstos pela plataforma, desde que permaneça dentro do escopo do mandato e nunca se faça passar pelo titular do título solicitado.